30 Agosto 2007

Sucesso Naturalizado

Chamar ao Obikwelu que nada ganhou "português naturalizado", depois de ter chamado "português" simplesmente ao que tudo venceu, diz quase tudo do que pensam os portugueses sobre o sucesso alheio. Adoram até haver uma qualquer falsa partida. Aí entra em acção o triturador de personalidade e aquela secreta inveja do sucesso alheio. Triste genta esta, que nasceu para que os outros falhem.

27 Agosto 2007

Apito Vermelho # 2

Lucílio Baptista (Setúbal) - Benfica-Guimarães

Lucílio Baptista é internacional quase desde que eu me lembro dele, é tido como sendo da "velha guarda", rigoroso e disciplinador. Pois eu acho que é um dos piores árbitros da I Liga e, além disso, dá um azar danado ao Benfica, que, por obra dele ou não, raramente ganha um jogo apitado por Lucílio Baptista. Desta vez, não temos razão de queixa, exceptuando um lance de empurrão a Fábio Coentrão na grande área, que eu admito perfeitamente - tratando-se de Coentrão - que tenha parecido encenação ao árbitro.

Pedro Proença (Lisboa) - Porto-Sporting

Ao contrário de Baptista, Proença é dos da "nova guarda", como se pode facilmente comprovar pelo gel no cabelo. É suposto ser o melhor árbitro de Portugal mas não é, longe disso. É irritante na lei da vantagem, porque espera uma eternidade até esgotar todas as possibilidades matemáticas de alguém da equipa lesada ficar com a bola, para apitar uma falta. É estreónico do ponto de vista disciplinar, gesticulando e correndo atrás dos jogadores para dar ralhetes. É presunçoso no estilo e é dado ao apito caseiro, como se pôde comprovar no livre indirecto que deu o golo do Porto. Polga cortou a bola, não a atrasou. Mais, cortou-a na direcção do seu colega de defesa Tonel, que a deixou passar para o guarda-redes. O estádio viria abaixo se ele não marcasse o livre, e o seu lugar na classificação dos árbitros também. Eu diria que o Sporting tem razão de queixa.

PS - Entretanto, e tendo em conta o que se passou na última semana com as arbitragens dos três grandes, lembrei-me de ir buscar este recorte de imprensa da época transacta. A época muda, mas eles continuam iguais:

Árbitros João Ferreira e Elmano Santos falham quarta ronda

João Ferreira (Setúbal) e Elmano Santos (Madeira), protagonistas de arbitragens polémicas na última ronda, ficaram de fora dos jogos da quarta jornada da Liga e da Liga de Honra de futebol, segundo o comunicado da Comissão de Arbitragem da Liga.



O árbitro setubalense foi muito contestado após a derrota (0-1) do Sporting na recepção ao Paços de Ferreira, num jogo em que o golo pacense foi anotado com o braço pelo brasileiro Ronny, tendo os "leões" anunciado a intenção de participar disciplinarmente à Liga, queixando-se de vários erros por parte de João Ferreira.

Elmano Santos, que dirigiu o Portimonense-Leixões (1-4), para a Liga de Honra, teve uma arbitragem muito contestada no Estádio do Algarve por parte da equipa anfitriã, tendo o presidente do clube algarvio, João Sintra, anunciado a intenção de apresentar uma queixa contra terceiros na polícia, alegando ter recebido um telefonema anónimo que dava conta da existência de um suposto acordo com a equipa de arbitragem para prejudicar o Portimonense.

25 Agosto 2007

Até amanhã, Boa Noite

Depois do biberão da meia-noite e meia, vim ver os blogues, especialmente os regionais, para não perder o fio à meada. Li alguns posts, li alguns comentários e fiquei imensamente arrependido de ter perdido meia-hora de sono para dar de caras com um rosário interminável de indignações balofas e despeitos infundados. Boa noite.

23 Agosto 2007

Equívocos Plagiados

Foi no Domingo de Páscoa que se soube em Leiria que o pároco da Sé, José Miguéis, tinha morrido de madrugada com uma apoplexia. O pároco era um homem sanguíneo e nutrido, que passava entre o clero diocesano pelo comilão dos comilões.

Início de um romance que eu estou a pensar publicar, inspirado pela experiência blogger de Luís Filipe Menezes. Qualquer semelhança com o início de O Crime do Padre Amaro, de Eça, não é plágio, é apenas um equívoco.

Sem fios, outra vez

Ao fim de mais de um mês e de cinco - 5, meus amigos, cinco - visitas técnicas à minha casa, envolvendo técnicos de electricidade, electrónica e informática, tenho finalmente a rede wireless a funcionar. O problema era realmente sério: a tomada de cabo, a que liga o modem e, por sua vez, o router, estava mal montada. Apeteceu-me rir à gargalhada perante o técnico da Netcabo que acabou por descobrir esta terrível avaria, mas tive medo que ele se fosse embora sem a montar como deve ser. Ele há empresas que deviam parar tudo e começar de novo, como se fosse a sério.

22 Agosto 2007

Se eu fosse uma série de televisão...



Se eu fosse uma série de televisão, gostava de ser Extras, de e com Ric Gervais, na 2:, aos domingos. Imperdível.

As origens da propriedade e o milho modificado

O facto de estarmos (quase) todos de acordo sobre a necessidade de respeito pela propriedade privada implica obrigatoriamente que não se discuta a produção de alimentos geneticamente modificados?

20 Agosto 2007

Serious Season

Perfilados de Medo

Perfilados de medo, agradecemos
o medo que nos salva da loucura.
Decisão e coragem valem menos
e a vida sem viver é mais segura.

Aventureiros já sem aventura,
perfilados de medo combatemos
irónicos fantasmas à procura
do que não fomos, do que não seremos.

Perfilados de medo, sem mais voz,
o coração nos dentes oprimido,
os loucos, os fantasmas somos nós.

Rebanho pelo medo perseguido,
já vivemos tão juntos e tão sós
que da vida perdemos o sentido...

Alexandre O'Neill

18 Agosto 2007

E o Carcavelinhos, não lhe entusiasma?

Comentário do Engenheiro no final de uma má exibição de uma equipa toda remendada frente a uma equipa recém promovida:

"Não conservámos a vantagem"

Need I say more? Ainda vamos a tempo, mas tem de ser já.

Apito Vermelho # 1

Todos os anos prometo que vou analisar as arbitragens dos jogos dos ditos três grandes, jornada a jornada, e depois, por uma razão ou outra, acabo por não o fazer. Pois este ano, começo já.

Elmano Santos (Madeira) - Sporting-Académica

Se fosse uma equipa de futebol, dir-se-ia mal entrosada. Como é um árbitro, e como já tem história, dir-se-á incompetente. Dois penalties por marcar, um para cada lado, e um penalty a pedido, por suposto agarrão incapacitante a Liedson (logo ele, que não agarra ninguém), logo após a Académica ter falhado incrivelmente o 3-2. Não deu um jeito, mas deu um certo jeito.

Jorge Sousa (Porto) - Leixões-Benfica

Eu até simpatizo com o senhor, mas acho que ele terá de rever o seu conceito de cotovelada na cara, bem como substituir os seus auxiliares por alguém que já tenha lido a lei do fora-de-jogo. Além disso, é preciso que se comece a tratar os Ezequias do nosso futebol da maneira que eles merecem, ou seja, com empréstimos ao Leixões e, sobretudo, com cartões vermelhos quando agridem os adversários à braçada. Resumindo, falhou no penalty claro sobre Nuno Assis. O Benfica falhou em tudo o resto.

João Ferreia (Setúbal) - Braga-Porto

Outro árbitro de quem gosto, embora reconheça que tem uma certa tendência para fugir do conflito. Falhou na coerência do critério disciplinar, quase sempre a puxar para o clube maior, mas foi dos três árbitros dos jogos envolvendo os grandes o melhor. Nada de especial a apontar.

17 Agosto 2007

O Sistema em Reportagem

Simplesmente brilhante o perfil de Pinto da Costa que o Canal 1 exibiu hoje, depois do Telejornal. Com o título "O Bom, o Mau e o Vilão", a reportagem de Margarida Metello é uma súmula quase perfeita da figura, do seu percurso, do meio onde ela se move, da clique que o segue e do que tudo isso representa para o futebol português dos últimos 20 a 30 anos.

Como resulta claro da peça, não interessa muito saber se o jogo x ou o jogo y foi acertado com o árbitro. Mais do que esta ou aquela árvore, o que conta realmente é ver toda a floresta, que começa com a tertúlia de Pinto da Costa, Pinto de Sousa, Valentim Loureiro, Lourenço Pinto, Adriano Pinto, Reinaldo Teles e José Maria Pedroto, entre outros, ganha fôlego com base numa estratégia de afronta ao poder instalado e ao domínio dos "grandes de Lisboa", ramifica-se, ganha peso, ganha títulos, ganha mais peso, adquire dimensão financeira e cristaliza-se. Uma vez o sistema consolidado, não é preciso andar às compras, basta lembrar onde está o poder. Punir ou gratificar é mais eficaz do que comprar, dar uns jeitinhos ou fazer uns favorzinhos é mais compensador do que ameaçar.

O Pinto da Costa da excelente reportagem do Canal 1 é um pequeno-burguês espertalhaço, um declamador de ocasião, um charmeur cheirando a Old Spice, um ditador de bairro, um pinga-amor de boite, um pitosga em terra de cegos. O Porto que pensa que é pequeno, o Norte que pensa que é enjeitado, aqueles que invejam Lisboa, esse é o público de Pinto da Costa. O resto começa a ser o estrebuchar de um condenado.

15 Agosto 2007

Ganda' Rui!!


O meu filho Gonçalo não acreditava que o Rui Costa alguma vez tivesse sido um jogador fora de série. Hoje ficou a acreditar.

PS - E isto apesar do Engenheiro.

14 Agosto 2007

Eu nem sequer estive lá...

A última coisa que eu queria era transformar este espaço numa espécie de volta do correio pública dos posts ou textos que me envolvem, mas vejo-me forçado a responder a um artigo de opinião hoje publicado no Diário dos Açores e que me atribui intenções que eu nunca tive e inclui interpretações abusivas daquilo que eu escrevi.

Mais uma vez o famigerado Terminal 2 da Portela. Eu nunca estive lá, não posso fazer uma apreciação dos seus deméritos e nunca pretendi emitir juízos de valor sobre a sua construção, como quer fazer crer o Manuel Moniz - Manuel, não vais levar a mal a forma de tratamento; é que, apesar de seres mais velho do que eu, fomos colegas de trabalho e eu sempre te tratei por tu. Não sou, portanto, "o único açoriano a defender o Terminal 2 da Portela". Por um lado, porque não o defendo, segundo porque, mesmo que o defendesse, poderia não ser o único a fazê-lo nos Açores.

O que eu disse, redisse e volto a dizer é que houve um aproveitamento partidário demagógico da história do Terminal 2 por parte do PSD/Açores. Porquê? Porque, desde a primeira hora, o objectivo da reacção política dos social-democratas não foi resolver o problema, ou a ajudar a resolvê-lo, foi sinalizar as queixas dos açorianos e transferí-las para o Governo Regional, transformando-o em destinatário e responsável. É óbvio para qualquer alma bem-intencionada que um Aeroporto em solo continental tutelado pela ANA não é propriamente um aérodromo regional. Parece-me também claro que não é fazendo conferências de imprensa a dizer mal do Governo Regional que se resolve um problema desta dimensão, a não ser que não se queira resolvê-lo e que o objectivo seja apenas o de navegar a onda da insatisfação dos passageiros açorianos.

Como vês, caro Manuel, a minha agenda é político-partidária, mas isso é natural porque eu sou titular de um cargo político, dirigente partidário e dou a cara pelas minhas convicções - que são, é bom lembrá-lo, minhas e não estão, consequentemente, disponíveis para encher chouriços em época baixa noticiosa. Não me preocupa minimamente que tenhas aproveitado o texto para largar mais uma farpazita às minhas opções ideológicas. Toda a gente conhece o meu percurso profissional e as minhas opções e opiniões políticas, porque, tal como tu agora, eu escrevo-as em jornais desde os meus 18 anos.

A diferença, Manuel, é que eu decidi passar à prática e não fingir que estou abençoado pela objectividade jornalística, que me permite fazer doutrina, zurzir ideologia e depois dizer a toda a gente que sou só um jornalista e que estou ao serviço do direito à informação. Também já me passou essa doença, agora muito comum, de tecer loas ao mercado, criticar o subsídio, e depois não praticar, assim como já me deixei de achar que tudo o que acontece aos outros é culpa deles.

Há quem lhe chame evolução. Há quem considere falta de carácter. E há quem ache que devia ser pecado ou crime. Há já algum tempo que sei em que categoria te inseres.

Abraço

11 Agosto 2007

Não digas o que eu não disse

A ver se me explico, por uma questão de amizade e consideração pelo Rui Lucas: eu não disse que tudo teria de continuar na mesma em relação ao bendito Terminal 2 do Aeroporto da Portela; eu apenas disse - e mantenho - que o PSD/A fez um aproveitamento demagógico e popularucho de uma matéria em relação à qual até já defendeu soluções muito semelhantes às que agora critica.
Aliás, eu até disse mais: disse que não faz qualquer sentido arrastar o Governo Regional para o assunto, como se tivesse sido ele a planificar o novo terminal ou a decidir da sua utilização. E, para rematar, disse também que fica muito mal ao Dr. Costa Neves andar a sugerir que os passageiros low-cost são ralé e susceptíveis de tratamento de baixa qualidade depois de bradar ao vento as virtualidades das companhias aéreas a preço de saldo.
E agora até acrescento: e à ANA, já fizeram uma cartinha?

Ironia Financeira


Até mesmo a Economia e a alta Finança conseguem ser irónicas. O Banco Central Europeu, o tal do Senhor Trichet, que se reúne de dois em dois meses para nos aumentar a prestação da casa e do carro, por causa da sacrossanta inflação, injectou hoje nos mercados financeiros europeus 160 mil milhões de Euros (é pra' lá de um porradão de dinheiro) - mais do que o que havia feito aquando do 11 de Setembro - para tentar evitar uma crise bolsista e financeira, em virtude de um crash dos créditos hipotecários de alto risco nos Estados Unidos.
A ideia é dar sustentação ao mercado bancário e aumentar a liquidez disponível, tentando manter as bolsas relativamente estáveis e, desse modo, evitar uma - e esta é que é a parte irónica - subida das taxas de juro. Principais beneficiados: os bancos, que tinham créditos não liquidados e que, por isso, tinham dificuldade em garantir o cumprimento das suas próprias obrigações; e os investidores em fundos de alto risco, que estavam à beira de ver uma boa fatia do seu investimento arder de um momento para o outro. Principais prejudicados: aqueles que não conseguem pagar as suas casas por causa das elevadas taxas de juro, que agora o BCE tenta evitar que subam ainda mais.
Ora, eu, que não percebo nada de Economia, acho absolutamente delicioso que a mesma instituição que anda há mais de um ano e meio a subir as taxas de juro para controlar a inflação, venha agora gastar um montante inimaginável para evitar a subida não controlada das taxas de juro, beneficiando aqueles cujo negócio é precisamente arriscar para ganhar muito (correndo o risco de perder muito).

10 Agosto 2007

Falta do que Fazer

“Mas a saga continua! Aquele Estado é, também, o Senhor dos Aeroportos, logo quem atirou os passageiros “domésticos” para o novo Terminal 2 da Portela, um pavilhão pré-fabricado inapresentável que, num futuro próximo, albergará, ainda, os passageiros ditos “low cost” (…) Perante tanta iniquidade, o Governo Regional permanece calado que nem rato, legitimando, com o seu silencio cúmplice, uma decisão do poder socialista dito nacional que servirá à SATA, à TAP e à ANA, mas que, manifestamente, não serve nem aos açorianos, nem a quem nos visita."

Costa Neves in "PAGAMENTO DE PRIMEIRA, TRATAMENTO DE TERCEIRA", Diário Insular

Eu posso andar muito ocupado, mas não fiquei mentecapto de um momento para o outro. Daí que me apeteça qualificar este escrito do Dr. Neves como produto da mais primária demagogia de Verão.
Então o Senhor Dr. não era partidário da solução Portela +1?! Então o Senhor Dr. não queria evitar que os açorianos tivesse de fazer trinta e tal quilómetros para chegar a Lisboa? Então o Senhor Dr. não passa a vida a dizer que advoga a abertura do mercado aéreo dos Açores às salvíficas companhias aérea low cost, sim essas que agora sugere mal frequentadas?! Então o Senhor Dr. não via virtudes em tudo o que voasse a menos de 100 Euros e pecados capitais em tudo o que voasse com a bandeira dos Açores?! E o que tem o Governo Regional a ver com a gestão de um Aeroporto da ANA situado em Lisboa? E o que propõe o Dr. Neves em alternativa?
E se fosse à Silveira tomar um banhinho, a ver se isso passa, que isso é só falta do que fazer.

09 Agosto 2007

Breviário de um Pai Amador

O Afonso, o Gonçalo e o pai dos rapazes mudaram-se para aqui

08 Agosto 2007

A Realidade e a Ficção

Os jornalistas não precisam que Maddie apareça, viva ou morta. Pelo menos para já. O que os jornalistas precisam é que a narrativa da "criança inglesa desaparecida no Algarve, filha de um casal de médicos, bonita e frágil, supostamente nas mãos de uma rede pedófila internacional, mas talvez quem sabe vítima de um acidente doméstico" tenha, pelo menos, um pequeno desenvolvimento diário, uma suspeita, uma pista, um incidente, um rumor. Sobretudo no Verão, num Verão em que as birras do tipo "o meu A8 tem mais um airbag do que o teu", no seio do BCP, constituem o assunto alternativo com maior valor no
Nestas circunstâncias, já dizia Miguel Esteves Cardoso, os jornais deviam sair com páginas em branco, com uma nota de rodapé a dizer: a realidade, desta vez, nem justifica a ficção.

A porca da política!


O que diria a blogosfera, os comentadores profissionais e amadores, e todo e qualquer líder de opinião de bairro, se estes senhores fossem políticos no activo e o BCP fosse um partido político (não confundir com uma seita religiosa)?!

04 Agosto 2007

Não é por serem meus filhos...



Uma dupla que me orgulha muito. Para ser toda a minha vida, só falta a mãe destas crianças.

03 Agosto 2007

Pura Provocação

Ingmar Bergman era terrivelmente chato! Paz à sua alma. Já Antonioni era um chato com uma saudável tara erótica. Paz à sua alma também.

Obrigado Serviço Regional de Saúde

É de inteira justiça destacar o excelente serviço prestado à minha família pelo Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, por ocasião do nascimento do Afonso.
O pessoal médico, de enfermagem e auxiliar, revelou sempre grande competência e simpatia, doseando na medida certa o rigor técnico e aquela margem de humanidade que faz toda a diferença.
As condições técnicas, médicas e de conforto são de grande qualidade. Sente-se sempre grande profissionalismo e confiança, o que é fundamental para quem tem de tratar de um ser tão desprotegido.
A experiência demonstrou-me, mais uma vez, que um serviço universal de Saúde que funcione bem nunca pode ser visto como um luxo ou um fardo. É antes uma condição fundamental das democracias que se querem civilizadas e humanizadas. Acredito que alguns interesses privados e as companhias de seguros prefiram vender a ideia contrária, mas não acredito no que eles dizem. Agora mais do que nunca.

02 Agosto 2007

Ora então, cá estou eu

Olá! Sou o Afonso Cymbron Bradford e, basicamente, sou a razão de ser desta ausência do meu pai. Nasci ao meio-dia em ponto do dia 31 de Julho (portanto, Leão, que ironia...), no Hospital do Divino Espírito Santo, com 3,9 kg e 52 cm - a minha altura é sensivelmente igual a metade da largura do meu pai, pelo menos é o que ele diz.
Sou um bebé come e dorme, o que é uma experiência nova para os meus pais, já que o meu irmão mais velho era um bocadinho mais mexido. Se forem mesmo muito insistentes, até sou capaz de abrir um olho de quando em vez.
A minha mãe está óptima e acha que a epidural foi a maior invenção da humanidade nas duas últimas décadas. O meu pai, que vocês conhecem mais ou menos, acha que eu sou "todo benfiquista" e que sou uma das razões de ser da sua vida. E quem sou eu para o contrariar?!